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Células atacam câncer em alta resolução

Pesquisadores filmam em resolução inédita como células do corpo atacam tecido cancerígeno.

Cientistas do Imperial College London e da Universidade de Oxford, na Inglaterra, usaram lasers e microscópios de alta resolução para observar o funcionamento interno de glóbulos brancos do sangue chamados NK.

O vídeo revelou como essas células de defesa rearranjam a estrutura de proteína de suas membranas para criar um buraco e liberar a enzima que mata o tecido doente.

A NK protege o corpo identificando e matando esse tipo de tecido. Ela ataca vírus e tumores, por exemplo, e também está ligada à rejeição nos casos de transplante de medula óssea. Descobrir como ela funciona é uma das formas de desenvolver métodos que combatam o câncer.

Para conseguir a gravação, os pesquisadores imobilizaram uma célula NK e seu alvo usando um par de pinças de laser. O microscópio utilizado para filmar possui tamanha resolução que conseguiu registrar a área de contato entre as duas células – uma parede de menos de um centésimo de milímetro de espessura.

O trabalho foi publicado na PLOS Biology.

Suplementos de ômega 3 e 6 podem comprometer eficácia da quimioterapia

Os ácidos graxos ômega 3 e 6 podem bloquear a capacidade da quimioterapia de atacar tumores, razão pela qual os pacientes devem se abster de ingeri-los, segundo cientistas do Centro Médico de Utrecht (UMC Utrecht), da Universidade da Holanda, reportaram na revista Cancer Cell nesta segunda-feira.

Os suplementos de óleo de peixe, ricos nestes ácidos graxos, são amplamente vendidos em todo o mundo e promovidos como uma forma de melhorar a saúde cardíaca e cerebral. No entanto, ácidos graxos similares bloquearam o efeito de um determinado tipo de quimioterapia em testes com animais.

“Enquanto se esperam os resultados de novas pesquisas, atualmente recomendamos que esses produtos não sejam utilizados por pessoas em tratamento com quimioterapia”, disse Emile Voest, oncologista do UMC Utrecht.

Voest supervisionou a pequisa, que demonstrou que um tipo de quimioterapia, chamada cisplatina, usada com frequência para tratar cânceres de pulmão, bexiga, ovário e testículo, se torna impotente com a presença de dois tipos de ácidos graxos produzidos pelas células-tronco no sangue. Estes ácidos graxos são produzidos pelo corpo e também estão presentes nos suplementos de óleo de peixe.

Em testes realizados em ratos com tumores na pele, os cientistas descobriram que os animais que receberam injeções de ácidos graxos, descritos como “uma quantidade normal de óleo de peixe”, se tornaram insensíveis à quimioterapia.

“No que diz respeito à resistência da quimioterapia, normalmente acreditamos que ocorreram mudanças nas células cancerosas. Agora se demonstra que o próprio corpo secreta substâncias protetoras no sangue que são suficientemente potentes para bloquear o efeito da quimioterapia”, resumiu Voest. – Revista Veja

Técnica faz célula cancerígena se suicidar

transplante de medula

Uma nova tecnologia desenvolvida nos Estados Unidos e na Europa faz com que células do câncer se autodestruam.

Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology  e da ETH Zurich, na Suíça, conseguiram programar as células para determinar o momento em que elas haviam se tornado cancerígenas – e, se sim, cometer suicídio.

A técnica, publicada na revista Science, poderia ser usada para desenvolver marcadores para cada tipo específico de tumor.

Para combater o câncer, os pesquisadores partiram de um mecanismo existente em todas as células: a capacidade de autodestruição. Em algum momento de sua vida, toda célula recebe uma ordem alertando que é hora de morrer. Isso pode acontecer pela “idade” ou por alguma complicação detectada em seu interior. O objetivo, portanto, é fazer a célula ser capaz de detectar o momento em que se torna cancerígena e fornecer mecanismos para essa transformação disparar a ação de “suicídio”.

Circuito

Os pesquisadores criaram um circuito lógico, um sistema que toma decisões baseadas em muitos “inputs”. O circuito é feito de genes que detectam moléculas especificas da célula cancerígena – no caso, o teste foi feito com câncer nas células da coluna cervical.

Se as moléculas corretas estiverem presentes, os genes começam a produzir uma proteína que estimula a morte programada da célula.  A molécula escolhida foi o microRNA, um segmento de RNA que possui cerca de mil sequências diferentes em humanos.

A chave é que cada tipo de célula cancerígena possui seu próprio perfil de microRNAs: geralmente, muitos de algum tipo e poucos de outro. O objetivo dos pesquisadores era distinguir o perfil de uma célula cancerígena específica da cervical, a HeLa, de outras. Para isso, selecionaram seis tipos de microRNAs  que, juntos, diferenciam a HeLa.

O próximo passo foi criar um gene sintético para a proteína que promove a morte celular (hBax). Para não matar nenhuma célula saudável, o gene conta com um forte sistema de checagem: somente se todos os níveis de microRNA baterem, a célula produz a proteína e morre.

Este é o primeiro sistema que consegue identificar seis marcadores biológicos diferentes dentro de uma célula cancerígena. Os outros existente identificam apenas um ou dois.

Agora, o próximo passo é otimizar o método para evitar qualquer tipo de falso positivo na detecção de uma célula cancerígena. Em seguida, os pesquisadores devem partir para testes com animais e, eventualmente, humanos. – Info

Transplante de medula óssea com células geneticamente modificadas pode prolongar a vida de pacientes com câncer

Transplante de Medula óssea

O transplante de medula óssea com células geneticamente modificadas pode prolongar a sobrevida dos pacientes com câncer. Em um artigo publicado no periódico científico especializado Cancer Biology & Therapy, pesquisadores da Universidade do Kentucky, nos Estados Unidos, descrevem experimentos em que células contendo uma proteína supressora de tumor de ratos geneticamente modificados foram transferidas para outro, aumentando a resistência do receptor à doença.

A medula óssea é um tecido gelatinoso que fica dentro da cavidade dos ossos, e é responsável pela produção de leucócitos — células que combatem micro-organismos — e outras células que compõem o sangue, como as hemácias. Os pesquisadores modificaram genes de alguns animais para que eles expressassem a proteína Par-4 (também conhecida como PWAR), capaz de induzir seletivamente a apoptose (morte celular) em células cancerosas. Dessa maneira, tornavam-se resistentes a tumores.

Ratos que receberam a medula óssea dos animais geneticamente modificados passaram a exibir atividade elevada do sistema responsável pela produção da proteína Par-4. Isso significa que o transplante foi bem-sucedido e que o ‘sistema de proteção ao câncer’ foi passado adiante para os receptores. Mais: a injeção de uma solução contendo a proteína Par-4 nos camundongos também inibiu a metástase, ou formação de tumores secundários no corpo.

“Estamos animados com as descobertas do estudo, já que elas indicam que a proteína Par-4 secretada é sistematicamente ativa em ratos”, diz Vivek Rangnekar, responsável pelo trabalho. Segundo ele, o tratamento de tumores primários e secundários pode melhorar com os novos procedimentos de transplante usando células-tronco geneticamente modificadas. – Fonte Revista Veja

Linfoma

O linfoma é um tipo de tumor maligno do sistema linfático, que pode atacar outros órgãos, e é subdividido em diversas categorias, entre elas, o linfoma não-Hodgkin. O sistema linfático é uma rede de órgãos que auxilia na proteção contra bactérias e vírus sendo importante componente para o sistema imunológico das pessoas. A doença surge quando linfócitos agrupados nos gânglios linfáticos começam a multiplicar-se e crescer de forma desordenada.

O linfoma é classificado conforme as características das células doentes.

No caso do linfoma insolente, mais comum em idosos acima dos 60 anos, a doença demora mais para se desenvolver, não tem cura, mas o paciente fica em observação e consegue muitos anos de sobrevida. O linfoma agressivo demora alguns meses para se desenvolver, tem cura, e é mais comum em jovens. Já o linfoma altamente agressivo cresce rapidamente e atinge mais as crianças.

Linfoma Hodgkin – Apresenta um comportamento mais previsível, dissemina-se para os linfonodos próximos e tem prognóstico mais favorável, com taxas de cura próximas a 80%. Ocorre mais freqüentemente em jovens de 10 a 40 anos, de descendência européia. O tratamento envolve quimioterapia associada ou não à radioterapia.

Linfoma Não Hodgkin – O segundo grande grupo de linfomas (não-Hodgkin) responde por 80% a 90% de todos os linfomas. E podem ser subdivididos em dois tipos: o folicular (ou indolente) e difuso (ou agressivo). O folicular cresce em ritmo lento, com manifestação de poucos sintomas e incidência mais freqüente nos idosos. É o tipo mais difícil de ser curado e representa 40% de todos os linfomas não-Hodgkin. Já no difuso, apesar de mais agressivo, a cura é obtida em 60% a 70% dos casos tratados. A incidência deste subtipo aumenta progressivamente com a idade.

Sintomas

Indivíduos com HIV, doenças auto-imune, transplantados ou que tenham contato com solventes ou radiação têm mais propensão a desenvolver o linfoma não-Hodgkin. “Não é uma regra, pelo contrário, são dados gerais.
Os sintomas podem ou não aparecer, mas geralmente se manifestam pelo aumento dos gânglios, linfomas, não doem, não alteram a temperatura local, mas geralmente se manifesta por  inchaço dos gânglios, – sensível ao toque quando encontrados em locais como pescoço, virilha, joelhos e axilas -, há sintomas de febre, perda de peso e cansaço. No entanto, os gânglios estão em outras regiões do corpo.

Diagnóstico e tratamento

Como grande parte dos cânceres, o linfoma é diagnosticado por meio de uma biópsia, que vai determinar o subtipo da doença. Na maioria das vezes o tratamento é feito com quimioterapia e radioterapia. Alguns pacientes precisam de internação, mas o tratamento é geralmente ambulatorial. Há algumas restrições durante o processo. É preciso ficar atento com infecções porque a imunidade está mais baixa.

Apesar de não ser uma doença muito frequente, os casos duplicaram nos últimos anos e segundo o site da Abrale , a incidência do linfoma não-Hodgkin aumenta progressivamente com a idade. Em torno de 4 casos/100.000 indivíduos ocorrem aos 20 anos de idade. A taxa de incidência aumenta 10 vezes, passando para 40 casos/100.000 indivíduos com 60 anos e mais de 20 vezes, chegando a 80 casos/100.000 indivíduos após os 75 anos de idade.
Fonte: Terra, vivasaude
 
 

 

Artigo para revista do Hospital Albert Einsten

Artigo para revista Albert Einsten Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa. Volume 9, número 2 – 2011

Medicina de urgência e emergência

A assistência nas unidades de primeiro atendimento envolve conhecimentos nas várias especialidades médicas. Atendimentos estes que podem se tornar complexos necessitando decisões rápidas e objetivas. O número de publicações referentes à medicina de urgência e emergência é elevado, dificultando a atualização permanente. Esta seção tem como objetivo a divulgação de temas ligados a esta área de atuação enfatizando o diagnóstico e tratamento.

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Medula óssea

Transplante de Medula Ossea

Transplante de Medula Ossea

A medula óssea, também conhecida como tutano, é um tecido gelatinoso que preenche a cavidade interna de vários ossos e fabrica os elementos figurados do sangue periférico como: hemácias, leucócitos e plaquetas.

A medula óssea é, pois, um órgão hematopoiético. Ela é constituída pelas linhagens que originam os três elementos citados acima, de células que tomam parte na fabricação do osso (osteoblastos e osteoclastos), de células e fibras que compõem uma malha para sustentar todas as células referidas (fibras e células reticulares). É onde estão as células progenitoras das células sanguíneas. Ali também têm origem as alterações que vão ser responsáveis por inúmeras doenças. No homem adulto sadio produz cerca de 2,5 bilhões de eritrócitos, 2,5 bilhões de plaquetas e 1,0 bilhão de granulócitos por kg de peso corporal.[1]

A medula óssea é constituída por um tecido esponjoso mole localizado no interior dos ossos longos. É nela que o organismo produz praticamente todas as células do sangue: glóbulos vermelhos (Eritrócitos), glóbulos brancos (Leucócitos) e plaquetas (Trombócitos). Estes componentes do sangue são renovados continuamente e a medula óssea é quem se encarrega desta renovação. Trata-se portanto de um tecido de grande atividade evidenciada pelo grande número de multiplicações celulares.

A medula óssea mantém-se em atividade intensa e ininterrupta para produzir células sanguíneas e para isso depende de abundante e contínuo suprimento de substâncias.

Para elaborar novos glóbulos vermelhos ela aproveita restos de glóbulos vermelhos envelhecidos e destruídos, ferro contido na hemoglobina é reaproveitado.

Tipos

Ao nascermos todos os nossos ossos contém medula capaz de produzir sangue: a medula vermelha. Com a passagem dos anos, a maior parte da medula vai perdendo sua função, sendo substituída por tecido gorduroso que passa a ser chamada de medula amarela.

No adulto apenas alguns ossos continuam exercendo essa função: as costelas, o corpo das vértebras, as partes esponjosas de alguns ossos curtos e das extremidades dos ossos longos dos membros superiores e inferiores, assim como o interior dos ossos do crânio e do esterno.

Os outros ossos do esqueleto do adulto possuem medula amarela e portanto, em condições normais, são incapazes de produzir sangue. Quando há uma necessidade maior, como no caso de uma anemia, parte desta medula óssea amarela pode voltar a produzir células sanguíneas.

Fonte: Wikipedia

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