
O linfoma é um tipo de tumor maligno do sistema linfático, que pode atacar outros órgãos, e é subdividido em diversas categorias, entre elas, o linfoma não-Hodgkin. O sistema linfático é uma rede de órgãos que auxilia na proteção contra bactérias e vírus sendo importante componente para o sistema imunológico das pessoas. A doença surge quando linfócitos agrupados nos gânglios linfáticos começam a multiplicar-se e crescer de forma desordenada.
O linfoma é classificado conforme as características das células doentes.
No caso do linfoma insolente, mais comum em idosos acima dos 60 anos, a doença demora mais para se desenvolver, não tem cura, mas o paciente fica em observação e consegue muitos anos de sobrevida. O linfoma agressivo demora alguns meses para se desenvolver, tem cura, e é mais comum em jovens. Já o linfoma altamente agressivo cresce rapidamente e atinge mais as crianças.
Linfoma Hodgkin – Apresenta um comportamento mais previsível, dissemina-se para os linfonodos próximos e tem prognóstico mais favorável, com taxas de cura próximas a 80%. Ocorre mais freqüentemente em jovens de 10 a 40 anos, de descendência européia. O tratamento envolve quimioterapia associada ou não à radioterapia.
Linfoma Não Hodgkin – O segundo grande grupo de linfomas (não-Hodgkin) responde por 80% a 90% de todos os linfomas. E podem ser subdivididos em dois tipos: o folicular (ou indolente) e difuso (ou agressivo). O folicular cresce em ritmo lento, com manifestação de poucos sintomas e incidência mais freqüente nos idosos. É o tipo mais difícil de ser curado e representa 40% de todos os linfomas não-Hodgkin. Já no difuso, apesar de mais agressivo, a cura é obtida em 60% a 70% dos casos tratados. A incidência deste subtipo aumenta progressivamente com a idade.
Sintomas
Indivíduos com HIV, doenças auto-imune, transplantados ou que tenham contato com solventes ou radiação têm mais propensão a desenvolver o linfoma não-Hodgkin. “Não é uma regra, pelo contrário, são dados gerais.
Os sintomas podem ou não aparecer, mas geralmente se manifestam pelo aumento dos gânglios, linfomas, não doem, não alteram a temperatura local, mas geralmente se manifesta por inchaço dos gânglios, – sensível ao toque quando encontrados em locais como pescoço, virilha, joelhos e axilas -, há sintomas de febre, perda de peso e cansaço. No entanto, os gânglios estão em outras regiões do corpo.
Diagnóstico e tratamento
Como grande parte dos cânceres, o linfoma é diagnosticado por meio de uma biópsia, que vai determinar o subtipo da doença. Na maioria das vezes o tratamento é feito com quimioterapia e radioterapia. Alguns pacientes precisam de internação, mas o tratamento é geralmente ambulatorial. Há algumas restrições durante o processo. É preciso ficar atento com infecções porque a imunidade está mais baixa.
Apesar de não ser uma doença muito frequente, os casos duplicaram nos últimos anos e segundo o site da Abrale , a incidência do linfoma não-Hodgkin aumenta progressivamente com a idade. Em torno de 4 casos/100.000 indivíduos ocorrem aos 20 anos de idade. A taxa de incidência aumenta 10 vezes, passando para 40 casos/100.000 indivíduos com 60 anos e mais de 20 vezes, chegando a 80 casos/100.000 indivíduos após os 75 anos de idade.
Fonte: Terra, vivasaude
Filed under: Linfoma | Etiquetado: HODGKIN E NÃO-HODGKIN, linfoma, sintomas, tratamento | Deixar um comentário »